quinta-feira, 23 de abril de 2015

Cantinho Espiritual do Leitor- Jeanne Geyger


(Obrigada, querida Silvana Haddad pelo lindo selinho: http://meusdevaneiosescritos.blogspot.com.br/ )


Colaborador de hoje, do Cantinho Espiritual do Leitor que será toda Quinta Feira, Jeanne Geyger (enquanto houver participações):

Procurando Deus.

Para entender Deus usei o cinzel da inocência original e pacientemente retirei séculos de ignorância, palavras vãs, conceitos puramente humanos e transitórios que permeavam meu corpo e minha mente.
Assim despida, nua e pura, comecei a ler. Li todos os livros.  Usando a sensibilidade li nas pessoas seus mais íntimos sentimentos. 
Olhei para o intimo de minha alma e percebi que ainda faltava muito. Assim, li o livro da natureza, os livros dos homens e estudei o comportamento dos animais.
Oh! Pobre de mim, quão pequena me sentia perante a grandeza da criação.
As leituras penetraram a alma formando novas camadas de teorias inúteis.
Deus! Onde estás?
Como última tentativa, retomei o cinzel da inocência, ora transformado em sabedoria, e retirei novamente as camadas de saber acumuladas.
Deus, aqui estou nua e pura, minha alma está pronta para te receber. Habita este lugar sagrado e terei paz.
Sem resposta e com súbito entendimento, vi que a paz estava estabelecida.
A busca acabara.
Em paz, revi os anos de procura em antros de perdição, na sordidez das ilusões compradas em suaves prestações, no luxo, no lixo.
Eis que o impulso do rico era o mesmo impulso do pobre.
O impulso da virtuosa, igual ao da devassa.
Palavras eram enfeites fúteis que desviavam a atenção do ser de sua essência.
Pobres seres vivendo na superfície. Nem rio somos. 
Somos meros espelhos d’água a refletir realidades virtuais. 
O impulso de vida. A força que faz com que a vida pulse tanto na alegria como na tristeza, na saúde e na doença. O imponderável elo que nos une mesmo quando não percebemos, mesmo quando estamos em guerra. 
Nestes anos de procura ouvi a voz interna que me dizia pacientemente: ou vocês triunfam juntos, ou destruir-se-ão lenta e dolorosamente.
Era Deus. Deus era o impulso vital que habita a alma de todos, mesmo daqueles que parecem sucumbidos, doentes, ausentes, perdidos.
Pois que é nas zonas abissais que Ele tem mais força e usando apenas sua fé nos remete novamente à vida.

Em paz, entendi que Deus era a busca incessante, o despir-se de falsas ilusões, a constatação irreversível de minha pequenez. Deus era o impulso vital que me trouxe a infância perdida.
Deus era a paz.


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Obrigada, querida Ailime...

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8 comentários:

  1. Lindo ler a Jeanne! beijso às duas,chica

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    1. Olá, querida Chica
      A Jeanne é espiritual na sua essência...
      Obrigada por participar...
      Bjm fraternal

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  2. Respostas
    1. Olá, querida Bell
      Obrigada por participar...
      Bjm fraternal

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  3. Boa tarde Amiga,
    Um texto maravilhoso que nos leva ao encontro deste Deus Amor que não desiste de nós!
    Uma reflexão linda da Jeanne!
    Beijinhos fraternos para as duas.
    Ailime

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    Respostas
    1. Olá, querida Ailime
      O nosso Deus de bondade e Amor é rico em misericórdia...
      Obrigada por nos enriquecer...
      Bjm fraternal

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  4. Lindo, Deus é paz, é amor, é verdade, é sinceridade...muito bem colocado no texto acima.
    Tenha um otimo final de semana,
    Beijos
    www.meucantinhos.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Olá, querida jack
      Vc pescou bem a essência do texto...
      Obrigada por participar tão bem...
      Bjm fraternal

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