Com 5 aninhos, já alfabetizada, ganhei meu primeiro livro do me padrinho de Batismo. Livro de Poesias Infnatis, em seguida, ei-lo: Alice.
INTRODUÇÃO:
A Alice fez no meu coração uma maravilha, Já com a poesia em envolvia A me perder em mil castelos.
Minha vida foi marcada pelos livros, Trouxeram-me uma excelente lição de vida!
Tornei-me uma mulher interiorizada em estado de ânimo, na essência...
Gostava de ficar metida em minha solidão povoada de livros, escritos meticulosos, apesar de espontaneamente elaborados, saídos do fundo da alma.
Ficava doente caso não pudesse ler, escrever como me convinha, pois as letras, palavras me geravam saúde.
Passeava muito, mas, volta e meia, estava encubando, gerando livros...
Meu mundo era povoado de histórias.
Subia, descia as escadas da minha casa e, lá do alto, lia muito, expressava-me animadamente...
Não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas sim o sentir e saborear as coisas.
(Inácio de Loyola)
Alice e eu
Percebi, com o tempo, o porquê eu ganhei o primeiro livro Alice no País das Maravilhas, eu sempre vivi no Fundo do meu Espelho, diferente da minha família de origem.
Sofro de "macrosomatognosia" no meu emocional, não no meu corpo. Tenho a 'sindrome' de fazer grande as pessoas pequenas, situações menores. Ela não me afeta mãos e boca, e sim todo o meu coração desproporcional que ama demasiado grande para corações ínfimos.
Durante minha vida, eu bebi poção mágicas de introspecção, diminui-me para caber num mundo pequeno demais para o tamanho dos meus sonhos.
Fui entediada e presa dentro de casa, não na neve, mas no interior de uma família onde um amava e outro se aproveitava.
Recebi da vida, uma poção que me dizia: Beba-me!... e eu não bebi... só esqueci de viver.
Em certas circustâncias, eu cresci na tristeza, parece que um bolo mágico a mim oferecido me fez crescer na nostalgia.
Fui adentrando dentro do meu próprio espelho.
Criei meu universo fantástico, visitei outras salas, onde moram até hoje, animaizinhos de estimação, flores, também tive que superar vários obstáculos para me tornar rainha de mim mesma, pois qualquer caminho me servia, não sabendo, exatamente, onde ir. Continuo acreditando em milagres como disse Alice: "Acredito em seis coisas impossíveis antes do café da manhã" *hora em que escrevo o post.
Hoje em dia, sigo o conselho do meu Chapeleiro Maluco que me diz, insistentemente:
"O segredo, querida Alice, é rodear-se de pessoas que te façam sorrir o coração."
Eu as tenho, elas me fazem sorrir o coração de forma feliz. As boas companhias me fizeram encontrar a felicidade.
Tive também que ser subversiva em minha família, em oposiçao à crítica rígida.
Da criança disforme, resultou uma pessoa inteira, através do autoconhecimento.
O mundo tem muito a se estranhar... não sou defeito de fábrica dos seres tal Alice, tive que aprender a me adaptar num mundo cheio de falsidade, hipocrisias, não me deixar levar por medos infundados, deixei de lado as expectativas alheias.
Na realidade, o absurdo não estava na minha Alice interior...
Continuo desenvolvendo minha imaginação, pois "A única forma de alcançar o impossível é acreditar que é possível", sobretudo ser feliz.
Tive sempre que me dar com situações inesperadas, aprendi a me adaptar, mudei sempre meu tamanho, agora caibo em mim.
Minha autoestima está no lugar certo. Evoluí.
Minha vida parecia não ter sentido, até que integrei a minha Alice em mim. As amarguras se desfizeram em prol da minha sanidade.
Questionei muito tudo, não obtendo respostas nem dos meus maiores nem da vida, Deus me respondeu a tudo, absolutamente a tudo, em meio a um mundo tão confuso.
No Brasil, a "situação de Velho Oeste" se manifesta historicamente na Corrida de Ouro (séculos XVII-XVIII, com bandeirantes, garimpeiros e desbravadores em Minas Gerais, Goipás, Mato Grosso, criando vilas, conflitos e a lei do mais forte, similar à ausência de lei, exploração e aventura americana, e hoje, na AMAZÔNIA, com grilagem, desordem fundiária e violência, reproduzindo um cenário caótico de FRONTEIRA, mas com foco ambiental e conflitos políticos complexos.
Morei na Franteira do Brasil Bolívia e vivi uma experiência ímpar que nunca vou me esquecer, dista do ano de 2012 onde fui fazer uma experiência num Mosteiro, após meus filhos terem se casado e eu estar disponível para me dedicar à vontade de Deus.
Não foi daquela vez, mas pude conhecer a vida ribeirinha, as comunidades indígenas e a vida dificil do povos dos dois lados fronteiriços.
Festa de Peão é folclore em vista do que se passa em territórios de difícil acesso, de barro vermelho, clima tórrido, de saudade dilacerante e de 'terra sem lei' ainda nos dias atuais. Não só lá, entretanto, no sertão da Bahia, mais precisamente em Alagoinhas, também em missão, vi coisas que nem imaginava que existissem na atualidade.
Caminhei pela Mata AMAZÔNICA...
Vi um cenário aparentemente encantador...
Quando passeamos pelo Sul do Brasil vemos uma névoa pela estrada afora, mas a que vemos por aqui não é a serração sulina (muito bonita por sinal) muito pelo contrário, é a QUEIMADA NORTISTA...
Toda a névoa, em plena luz do dia, é fumaça que intoxica... não é a fumaça que sai dos rifles do Oeste... mas mata aos poucos...
Morei alguns meses na fronteira RO/Bolívia...
Aconteceu que tive toda sorte de congestionamentos, laringite, faringite, rinite, por aí vai...
O clima é seco demais.
Tive que esperar clarear um pouco o dia para podermos enfrentar as 4h da Mata afora.
A fumaça na estrada impossibilita a visualização da longa estrada.
Só quem percorre 4h dentro da Mata é que pode, no percurso de Porto Velho à Guajará Mirim... ou vice versa, compreender o que se passa no Norte do Brasil.
Desmatamento, queimadas, pasto seco, a olhos nus em nosso Oeste brasileiro.
Depois de 4 horas da capital à fronteira pela Mata Atlântica, cruzando queimadas, árvores cortadas sem piedade...
E as árvores cortadas continuam...
É crime ambiental?
Parece ou não com um Oeste tradicional?
Nosso meio de locomoção de um lado ao outro.
As flores podem secar depressa, pelo calor exaustivo, mas não podem faltar para embelezar a paisagem e a vida.
Lá onde morei naquele tempo, fui a jardineira do Mosteiro. Foi o que me deu frescor ao coração num clima de 'Oeste' inimaginável. As monjas diziam que eu estava benta, pois não sentia tanto calor assim, apesar dos graus elevadíssimos da região.
O rio refrescava as características do tal Oeste que conheci.
Lado Boliviano
A violência do Velho Oeste tinha muito de mito cinematográfico... foi muito acentuda, talvez hoje em dia haja Novos Oestes bem pertinho de nós. Basta ligarmos a TV...