terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Alice e Eu



(Foto pessoal)



Participo da iniciativa da amiga Dafne 



Com 5 aninhos, já alfabetizada, ganhei meu primeiro livro do me padrinho de Batismo. Livro de Poesias Infnatis, em seguida, ei-lo: Alice.



INTRODUÇÃO:

A Alice fez no meu coração uma maravilha,
Já com a poesia em envolvia
A me perder em mil castelos.

Minha vida foi marcada pelos livros,
Trouxeram-me uma excelente lição de vida!

Tornei-me uma mulher interiorizada em estado de ânimo, na essência... 
Gostava de ficar metida em minha solidão povoada de livros, escritos meticulosos, apesar de espontaneamente elaborados, saídos do fundo da alma. 
Ficava doente caso não pudesse ler, escrever como me convinha, pois as letras, palavras me geravam saúde. 
Passeava muito, mas, volta e meia, estava encubando, gerando livros... 
Meu mundo era povoado de histórias. 
Subia, descia as escadas da minha casa e, lá do alto, lia muito, expressava-me animadamente...

Não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas sim o sentir e saborear as coisas.

(Inácio de Loyola)



Alice e eu

Percebi, com o tempo, o porquê eu ganhei o primeiro livro Alice no País das Maravilhas, eu sempre vivi no Fundo do meu Espelho, diferente da minha família de origem.
Sofro de "macrosomatognosia" no meu emocional,  não no meu corpo. Tenho a 'sindrome' de fazer grande as pessoas pequenas, situações menores. Ela não me afeta mãos e boca, e sim todo o meu coração desproporcional que ama demasiado grande para corações ínfimos.
Durante minha vida, eu bebi poção mágicas de introspecção, diminui-me para caber num mundo pequeno demais para o tamanho dos meus sonhos.
Fui entediada e presa dentro de casa, não na neve, mas no interior de uma família onde um amava e outro se aproveitava.
Recebi da vida, uma poção que me dizia: Beba-me!... e eu não bebi... só esqueci de viver.
Em certas circustâncias, eu cresci na tristeza, parece que um bolo mágico a mim oferecido me fez crescer na nostalgia.
Fui adentrando dentro do meu próprio espelho.
Criei meu universo fantástico, visitei outras salas, onde moram até hoje, animaizinhos de estimação, flores, também tive que superar vários obstáculos para me tornar rainha de mim mesma, pois qualquer caminho me servia, não sabendo, exatamente, onde ir. Continuo acreditando em milagres como disse Alice: "Acredito em seis coisas impossíveis antes do café da manhã" *hora em que escrevo o post.
Hoje em dia, sigo o conselho do meu Chapeleiro Maluco que me diz, insistentemente:

"O segredo, querida Alice, é rodear-se de pessoas que te façam sorrir o coração."


Eu as tenho, elas me fazem sorrir o coração de forma feliz. As boas companhias me fizeram encontrar a felicidade.
Tive também que ser subversiva em minha família, em oposiçao à crítica rígida.
Da criança disforme, resultou uma pessoa inteira, através do autoconhecimento.
O mundo tem muito a se estranhar... não sou defeito de fábrica dos seres tal Alice, tive que aprender a me adaptar num mundo cheio de falsidade, hipocrisias, não me deixar levar por medos infundados, deixei de lado as expectativas alheias. 
Na realidade, o absurdo não estava na minha Alice interior...
Continuo desenvolvendo minha imaginação, pois "A única forma de alcançar o impossível é acreditar que é possível", sobretudo ser feliz.
Tive sempre que me dar com situações inesperadas, aprendi a me adaptar, mudei sempre meu tamanho, agora caibo em mim.
Minha autoestima está no lugar certo. Evoluí.
Minha vida parecia não ter sentido, até que integrei a minha Alice em mim. As amarguras se desfizeram em prol da minha sanidade.
Questionei muito tudo, não obtendo respostas nem dos meus maiores nem da vida, Deus me respondeu a tudo, absolutamente a tudo, em meio a um mundo tão confuso.
Eu acreditei no impossível!

"Porque Deus me fez assim, dona de mim...
Meu jeitinho é com carinho".




domingo, 1 de fevereiro de 2026

Hora da Meditação: Eu Acredito em Deus

 


Fui criança com pressa de crescer, eu não sabia como me defender,
tive que ser forte mesmo sem saber porque sempre era pior ao anoitecer.



Sou um oceano de inifinitas possibilidades, que sofreu e chorou, mas agora está segura.


Era como um vaso quebrado, mesmo quebrada tive que seguir em frente.
Tinha que ser adulta, mas era criança por dentro.


"O silencio na Terra näo é a resposta do céu. "



Olhando com os olhos que nunca  me viram, decobrindo pedaços que nunca me viram.
Colando os pedaços que um dia esqucei. No espelho eu me vi pela primeira vez.







Já chorei em silêncio por não caber no corpo e na vida o que queria ser.
Já me doei demais... e eu fiquei para trás.
E uma fé pequena que nunca faltou.
Agora eu sei quem eu sou e de mim nunca mais vou abrir mão.


Ainda eu tenbo uma chama que nunca acabou.
Umjeito novo de nunca me esquecer;
Refazendo meu mundo,
quem me olhar vai ver...
Esta mulher menina é um oceano.


Cuidar do corpo e alma...

Estou voltando pra mim, cada dia um pouco, refazendo tijolo por tijolo.

Fui colo, fui ponte...


Desfazendo os nós, colando os cacos, aprendendo a me amar.
Colando os pedaços que  um dia me esqueci.


Me doei DEMAIS...



Não sou mais criança e não sou forte o tempo todo.

Menina que sofreu e chorou mas agora tem paz e verdade.







Essa  mulher menina é um oceano... de  infinitas possibilidades...

Talvez eu não saiba quem eu sou, mas agora sei pra onde vou.



Eu acredito  em Deus,
Assim,  mudo meu rumo
Se Ele  determina.

Eu acredito  em Deus, 
Então,  ponho meu coração
Ao seu inteiro dispor.

Eu acredito em Deus, 
Logo, sou pelos planos
Mais lindos Dele  para mim.

Eu acredito  em Deus, 
Sem senão, obedeço por amor,
Ele  só  deseja o meu bem maior.

Sou oceano, sou força, sou paz outra vez.
Sem pressa, sem medo, com algumas cicatrizes que pra sempre serão segredos.

Participo da iniciativa da amiga Mari

Crio castelos em terra firme,
Sou construtora de saúde mental.
A natureza me integra, afirme
meu estável sistema emocional. 

Salve Nossa Senhora dos Navegantes, minha amiga doce, Iemanjá no seu dia de fé!



sábado, 31 de janeiro de 2026

Crianças Felizes





Participo da iniciativa da amiga Mônica





Crianças espalhadas  pelo mundo estão  em polvorosa.

São tantos  os problemas que as afligem que não se pode  mensurar  os danos que lhes são causados.

Guerras  causando orfandades.

Tráfico  de drogas trazendo toda sorte de delinquência que ultrapassa nosso entendimento. 

Conflitos  familiares que os põem como à margem das familias tradicionais sem que  eles possam fazer nada para mudar a situação de bastardos.

Pobres  crianças abandonadas, largadas à sarjeta,  como se fossem a escória da sociedade.

Pensar nas crianças é crer num mundo mais puro, sem demandas danosaa que proíbem os infantes de serem quem sâo.

Se o mundo mirasse num sorriso infantil, sem traumas vários,  seria tudo muito diferente.



Obrigada, amiga Mônica

 



segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

A Arte da Convivência

 
































Missão cumprida, reunião organizada por mim a pedido da anfitriã da vez.



Era uma Vez...


Uma casa onde morava um casal acolhedor...
Abriram as portas para receber os amigos com tanto  carinho que impressionou-me demasiadamente.

Tudo foi preparado com imenso carinho, desde os mínimos detalhes.  Cada xícara,  taça, copo, talheres, pratinhos,  decoração em sutilezas perfeitas. 

Näo era um conto de fadas,  simplesmente o amor fraterno deu um verdadeiro show!

Senti-me em familia,  aliás,  mais do que em familia que näo tenho aqui em Guarapari. 

Cada abraço foi um bálsamo em meu coração. 
Cada carinho, um afago na alma. 
Cada palavra de ternura, um buquê de fraternidade. 

Faltam-me palavras para expressar minha gratidão por tudo.

Reconheço que, hoje  em dia, é  raro abrir as portas da nossa casa a quem näo temos tanta intimidate assim.
O casal acolhedor foi de uma gentileza impar.

Particularmente,  vi ao vivo a alegria em cada rosto, em cada sorriso aberto ou mais timido.

Confesso que pedi  preces aos meus amigos reals. 
Tivemos cercados de proteção por todos os lados.
O Mosteiro ao qual eu participo rezou nos ofícios do dia por nossa confraternização tão fraternal.

O conto de fadas teve uma pausa...
Teremos outros encontros assim para estreitarmos laços fraternos,  se Deus quiser!
Tão rara é uma amizade  leal nos dias de hoje. 

Já várias amigas ofereceram a casa e o coração para nos receberem.

Foi tudo  perfeito,  amigos.

A peincesa aqui agradece o convite de rainha do castelo que nos acolheu,  a Avanilce de organizer o encontro. Gratidão pela confiança,  amiga. 

Sintam-se príncipes e princesas do Reino Encantado do Era só uma vez...

 


Uma iniciativa da amiga Mari

1 imagem 140 caracteres

Enquanto me delicio com uma salada,
Leio poemas de amor, fico encantada.
O notebook me traz contentamento,
A poesia alivia todo meu esgotamento.






sábado, 24 de janeiro de 2026

O Velho Oeste Brasileiro

 


Participo da iniciativa da amiga Mônica










No Brasil, a "situação de Velho Oeste" se manifesta historicamente na Corrida de Ouro (séculos XVII-XVIII, com bandeirantes, garimpeiros e desbravadores em Minas Gerais, Goipás, Mato Grosso, criando vilas, conflitos e a lei do mais forte, similar à ausência de lei, exploração e aventura americana, e hoje, na AMAZÔNIA, com grilagem, desordem fundiária e violência, reproduzindo um cenário caótico de FRONTEIRA, mas com foco ambiental e conflitos políticos complexos.


Morei na Franteira do Brasil Bolívia e vivi uma experiência ímpar que nunca vou me esquecer, dista do ano de 2012 onde fui fazer uma experiência num Mosteiro, após meus filhos terem se casado e eu estar disponível para me dedicar à vontade de Deus.

Não foi daquela vez, mas pude conhecer a vida ribeirinha, as comunidades indígenas e a vida dificil do povos dos dois lados fronteiriços.

Festa de Peão é folclore em vista do que se passa em territórios de difícil acesso, de barro vermelho, clima tórrido, de saudade dilacerante e de 'terra sem lei' ainda nos dias atuais. Não só lá, entretanto, no sertão da Bahia, mais precisamente em Alagoinhas, também em missão, vi coisas que nem imaginava que existissem na atualidade.


Caminhei pela Mata AMAZÔNICA...
Vi um cenário aparentemente encantador...
Quando passeamos pelo Sul do Brasil vemos uma névoa pela estrada afora, mas a que vemos por aqui não é a serração sulina (muito bonita por sinal) muito pelo contrário, é a QUEIMADA NORTISTA...
Toda a névoa, em plena luz do dia, é fumaça que intoxica... não é a fumaça que sai dos rifles do Oeste... mas mata aos poucos...
Morei alguns meses na fronteira RO/Bolívia...
Aconteceu que tive toda sorte de congestionamentos, laringite, faringite, rinite, por aí vai...
O clima é seco demais.
Tive que esperar clarear um pouco o dia para podermos enfrentar as 4h da Mata afora.
A fumaça na estrada impossibilita a visualização da longa estrada.
Só quem percorre 4h dentro da Mata é que pode, no percurso de Porto Velho à Guajará Mirim... ou vice versa, compreender o que se passa no Norte do Brasil.
Desmatamento, queimadas, pasto seco, a olhos nus em nosso Oeste brasileiro.



Depois de 4 horas da capital à fronteira pela Mata Atlântica, cruzando queimadas, árvores cortadas sem piedade...


E as árvores cortadas continuam...
É crime ambiental?









Parece ou não com um Oeste tradicional?



 Nosso meio de locomoção de um lado ao outro.








As flores podem secar depressa, pelo calor exaustivo, mas não podem faltar para embelezar a paisagem e a vida.

Lá onde morei naquele tempo, fui a jardineira do Mosteiro. Foi o que me deu frescor ao coração num clima de 'Oeste' inimaginável. As monjas diziam que eu estava benta, pois não sentia tanto calor assim, apesar dos graus elevadíssimos da região.


O rio refrescava as características do tal Oeste que conheci.



Lado Boliviano

A violência do Velho Oeste tinha muito de mito cinematográfico... foi muito acentuda, talvez hoje em dia haja Novos Oestes bem pertinho de nós. Basta ligarmos a TV...


Obrigada, querida amiga Mônica






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