Feliz dia das mães para todas nós!!!
Uma iniciativa feliz da querida amiga Nádia do blog:
http://www.asosmamaenadia.com/
Meu dia a dia como mãe é mais como avó do que o outro agora... com quase sessenta...
Tenho mais tempo para ser mulher... pessoa... ocupo todo o meu tempo em escrever, ler e outros gostos preferidos que antes o tempo era preenchido totalmente pelos pequenos...
Creio que a Nádia sabe muito bem como é ser mãe de pequenos... assim como eu...
Obrigada por me convidar para expressar como ainda sinto o meu amor de mãe em meu coarão que nunca se aposenta... vai para a eternidade...
Uma iniciativa colorida da querida amiga Anne do blog:
Minha semana vai ser muito colorida depois de ter estado com filha e netinhos lindos...
Vou para nova missão de caráter monástico agora...
A Arte de Ser Feliz
(Cecília Meireles)
Houve um tempo em que a minha
janela se abria para um chalé.
Na porta do chalé brilhava
um grande ovo de louça azul.
Neste ovo costumava pousar
Ora, nos dias límpidos,
quando o céu ficava da mesma
cor do ovo de louça,
o pombo parecia pousado no ar.
Eu era criança,
achava essa ilusão maravilhosa e
sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha
janela dava para um canal.
No canal oscilava um barco.
Um barco carregado de flores.
Para onde iam aquelas flores?
Quem as comprava?
E que pessoas iam sorrir de
Eu não era mais criança,
porém minha alma ficava
completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha
janela se abria para um terreiro,
onde uma vasta mangueira
alargava sua copa redonda.
À sombra da árvore, numa esteira,
passava quase o dia todo sentada
uma mulher, cercada de crianças.
E contava histórias.
Eu não podia ouvir, da altura da janela,
e mesmo que a ouvisse, não entenderia,
porque isso foi muito longe,
num idioma difícil.
Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
Houve um tempo em que na minha janela havia um pequeno jardim seco.
Era um tempo de estiagem,
de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre
homem com um balde e em silêncio,
ia atirando com a mão umas gotas
de água sobre as plantas.
Não era uma rega:
era uma espécie de aspersão ritual,
para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas,
para o homem, para as gotas de
água que caíam de seus dedos magros
e meu coração ficava
completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas
felicidades certas, que estão diante
de cada janela, uns dizem que essas
coisas não existem, outros que só
existem diante das minhas janelas
e outros finalmente, que é preciso
aprender a olhar, para poder vê-las assim.
UM POUCO DE TRAUMA... FORTALECE A ALMA...
FELIZ DIA DAS MÃES A TODAS NÓS!!!