sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Ressonâncias dos XVI anos do Blog


Que minha solidão me sirva de companhia, que eu tenha a coragem de me enfrentar.
(Clarice Lispector)





Podem levar o mimo feito pela mana Fê a meu pedido.




Todos llevamos máscaras, 

no sabemos el motivo,

¿miedo?¿orgullo altivo?

todos tapamos las caras.


(Todos nós usamos máscaras,

não sabemos o motivo.

medo? Ou orgulho

arrogante?

Todos nos cobrimos 

nossos rostos).






"Há quem mostre sua "cara", porém não mostre seu verdadeiro sentir, escondem emoções, filtram tudo, pensam, repensam , desistem ou não de postar ".





Durante a minha vida tenho sofrido muitas transformações, embora a minha essência se tenha mantido bem viva no meu coração e no meu espírito até hoje.





Sostengo un rostro que no es mío,
una máscara que aprendí a llevar
para que el mundo no adivinhara
el temblor de mis certezas.


(Eu tenho um rosto que não e meu,
uma máscara que aprendi a usar
para que  o mundo não adivinhasse
o tremor das minhas certezas).






Ninguém sustenta duas caras por muito tempo. A verdade pode demorar, mas a falsidade  logo é desmascarada.






 Também existem máscaras luminosas. A máscara da empatia, que não disfarça, mas amplia; vestir o lugar do outro, ainda que por instantes, é gesto de rara humanidade. E a máscara da fé, que não encobre a dor, mas a transfigura: uma confiança silenciosa que sustenta quando nada mais sustenta.





Somos complexos,
As convivências difíceis,
Quem sou?
Como deveria ser?





A mão que a máscara aperta, fria e serena,
Guarda um sentir que a face não acena.
Quantas camadas, quantos disfarces,
Para enfrentar do mundo os enlaces?





Deja atrás tu timidez,
nadie te va a juzgar,
¡sé valiente!
adopta tu verdadera personalidad.

Deixa a timidez
para trás,
ninguém vai te julgar,
sê corajoso (a)!
Abrace sua verdadeira
personalidade.





 As máscaras sociais 
deixam muito a desejar
dizem coisas, nada a ver
mostrando outra versão 
daquilo que realmente são





Com estranheza vemos a hipocrisia
que grassa e assim aos poucos
com a consciência atenta tal como
 o Poeta dizemos:

DEPUS A MÁSCARA!





Todo, absolutamente todo está enmascarado: 
el aire, el agua, los alimentos, la fe, las creencias, la naturaleza.

Tudo, absolutamente tudo está mascarado:
ar, água, comida, fé,  crenças, natureza.




Entendo essa exigência
De artifícios sociais
A sociedade nos cobra
Moldes comportamentais.



Perdidos por trás das máscaras,
foragidos de quem somos.
O ter sufocando o ser,
parecer,
até desaparecer de si mesmo;
adoecer.
Cure-se!
Apareça!
Desmascare, desmascare-se!





Pra mim chega de viver de aparências.



Na vitrine dos dias

onde rostos se vestem

com sorrisos pintados

as máscaras se repetem





Ainda que muitos não se exponham com certos receios, acredito que o estilo de cada um, a escrita vai nos revelando a essência da pessoa, ainda que seu rosto esteja encoberto.




Na máxima de que tudo tem saída,

cai-lhe a máscara, vê-se no espelho,

as possibilidades fluíram, acolhida

na leitura silenciosa do evangelho.



De tanto trocar semblantes,
esquecemos o contorno do verdadeiro rosto.
Quem sou eu sem a expectativa alheia?
Quem sou eu quando ninguém observa?


(A mana ainda precisa de tocar o sino da vitória... a amiga Ana Paula já o fez, viva! Vamos interceder?)


Ainda que muitos não se exponham com certos receios, acredito que o estilo de cada um, a escrita vai nos revelando a essência da pessoa, ainda que seu rosto esteja encoberto.





Tudo que ela fazia era sempre igual.
Foi assim a sua vida nesta travessia,
esconder o seu pranto era um ritual.
A máscara a sufocava numa asfixia.





Ser verdadeiro, com ou sem máscara, é um ato de coragem. É permitir que os outros vejam não apenas a versão polida de nós mesmos, mas também as imperfeições que nos tornam humanos"





Estávamos frente a frente ao vivo e a cores. 
Conversávamos sem nos preocupar.
Era uma conversa sincera não era preciso colocar máscaras.






A leveza chancela,
permite o puro,
enaltece a essência,
veste e harmoniza.







A máscara é escudo,
mas também cárcere.
Ela protege da exposição,
mas sufoca o que deseja gritar.
Quanto mais perfeita a superfície,
mais o silêncio apodrece por dentro.


Venho agradecer aos amigos de longos anos e aos mais novos por toda dedicação na comemoração. Encontrei pessoas que me fazem lembrar dos áureos tempos do início do blog. Fiquei muito contemplada.
Querem saber quem são?
Estão listados aqui em cima do post. 
Todas as participações estão linkadas em seus nomes.
Gratidão por tudo sempre.
Reconheço que o tema do meu blog não agrada a muitos, e olha que eu não falo de religião diretamente...
Aprendi que a Espiritualidade é o que me sustenta.
Religião sozinha, sem espiritualidade, fica como uma mesa sem uma perna...
Assim que criei outros blogs e os amigos se espalham onde se sintam bem.



Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Clarice Lispector




P.S. Na realidade, são 17 anos de blog pois estive num outro hospedeiro extinto, o space live. Transferi o conteúdo para cá e ganhei aprendizado e Amigos.

P.S.S. As ilustrações de máscaras de Veneza famosas não tem a ver com a personalidade dos amigos, não tenho tarimba para tanto... é só uma brincadeira porque festa triste não é festa.
Os mais antigos são flexíveis e os mais novos eu creio, piamente, que sabem entrar no baile de máscaras desmascarados alegremente.


Gratidão por TUDO.




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