quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O Velho Oeste Brasileiro

 


Participo da iniciativa da amiga Mônica










No Brasil, a "situação de Velho Oeste" se manifesta historicamente na Corrida de Ouro (séculos XVII-XVIII, com bandeirantes, garimpeiros e desbravadores em Minas Gerais, Goipás, Mato Grosso, criando vilas, conflitos e a lei do mais forte, similar à ausência de lei, exploração e aventura americana, e hoje, na AMAZÔNIA, com grilagem, desordem fundiária e violência, reproduzindo um cenário caótico de FRONTEIRA, mas com foco ambiental e conflitos políticos complexos.


Morei na Franteira do Brasil Bolívia e vivi uma experiência ímpar que nunca vou me esquecer, dista do ano de 2012 onde fui fazer uma experiência num Mosteiro, após meus filhos terem se casado e eu estar disponível para me dedicar à vontade de Deus.

Não foi daquela vez, mas pude conhecer a vida ribeirinha, as comunidades indígenas e a vida dificil do povos dos dois lados fronteiriços.

Festa de Peão é folclore em vista do que se passa em territórios de difícil acesso, de barro vermelho, clima tórrido, de saudade dilacerante e de 'terra sem lei' ainda nos dias atuais. Não só lá, entretanto, no sertão da Bahia, mais precisamente em Alagoinhas, também em missão, vi coisas que nem imaginava que existissem na atualidade.


Caminhei pela Mata AMAZÔNICA...
Vi um cenário aparentemente encantador...
Quando passeamos pelo Sul do Brasil vemos uma névoa pela estrada afora, mas a que vemos por aqui não é a serração sulina (muito bonita por sinal) muito pelo contrário, é a QUEIMADA NORTISTA...
Toda a névoa, em plena luz do dia, é fumaça que intoxica... não é a fumaça que sai dos rifles do Oeste... mas mata aos poucos...
Morei alguns meses na fronteira RO/Bolívia...
Aconteceu que tive toda sorte de congestionamentos, laringite, faringite, rinite, por aí vai...
O clima é seco demais.
Tive que esperar clarear um pouco o dia para podermos enfrentar as 4h da Mata afora.
A fumaça na estrada impossibilita a visualização da longa estrada.
Só quem percorre 4h dentro da Mata é que pode, no percurso de Porto Velho à Guajará Mirim... ou vice versa, compreender o que se passa no Norte do Brasil.
Desmatamento, queimadas, pasto seco, a olhos nus em nosso Oeste brasileiro.



Depois de 4 horas da capital à fronteira pela Mata Atlântica, cruzando queimadas, árvores cortadas sem piedade...


E as árvores cortadas continuam...
É crime ambiental?









Parece ou não com um Oeste tradicional?



 Nosso meio de locomoção de um lado ao outro.








As flores podem secar depressa, pelo calor exaustivo, mas não podem faltar para embelezar a paisagem e a vida.

Lá onde morei naquele tempo, fui a jardineira do Mosteiro. Foi o que me deu frescor ao coração num clima de 'Oeste' inimaginável. As monjas diziam que eu estava benta, pois não sentia tanto calor assim, apesar dos graus elevadíssimos da região.


O rio refrescava as características do tal Oeste que conheci.



Lado Boliviano

A violência do Velho Oeste tinha muito de mito cinematográfico... foi muito acentuda, talvez hoje em dia haja Novos Oestes bem pertinho de nós. Basta ligarmos a TV...






2 comentários:

  1. Nos has dejado, un buen recorrido por lugares muy interesantes, pero también muy devastados por la mano del hombre y algunos más que Peligrosos , como sin duda era el viejo Oeste.
    Y es cierto que encender el televisor es ver violencia y guerras que no tienen fundamento si no es por el vil, dinero.
    Un besote y un abrazo, feliz noche.

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    Respostas
    1. Você nos proporcionou um ótimo passeio por lugares muito interessantes, mas também por lugares devastados pela ação humana, e alguns mais do que perigosos, como o Velho Oeste, sem dúvida.

      E é verdade que ligar a televisão significa ver violência e guerras que não têm outro fundamento senão o dinheiro sujo. Muitos beijos e abraços, tenha uma boa noite.

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