domingo, 13 de dezembro de 2015

Especial de Natal ( XIII )


O PAPAI NOEL DE CADA UM
(Maurício de Sousa)

Estou ouvindo uma música: CADA UM SABE A DOR QUE TRAZ NO SEU CORAÇÃO...
Lindo demais o epitáfio...
E a gente no Natal aprende a descomplicar a vida... a desatar os nós...
Ah! importar menos com problemas pequenos...
Morrer de amor... quem me dera!
Mas tudo se deve ao bendito Papai Noel...
Quando era pequenina, acreditava, piamente, no que passou a ser mito, mas que foi, na realidade, a fazedora do bem... Klaus...
Presentear é fazer o bem... pena que nos importemos a quem.... escolhamos "rosto"... de acordo com o gostar, associemos o "regalito"...
Ainda chegará o dia que faremos como numa Confraternização... levamos o que queríamos ganhar e lá foi colocado um número indistintamente sobre cada mimo e nós sorteamos o número... foi muito legal!
Fiquei bem feliz com o pote verde de colocar doces, balas, confeitos, bombons ou similares... Caiu bem o que gosto...
Bem, mas quero postar sobre o Noel...
Acreditei nele até os doze anos... como disse aqui e ganhei minha última boneca, ainda lhe deixei do manjar branco com ameixa uma fatia que encontrei somente o caroço na manhã seguinte... toda boba!

A Véspera de Natal é esperadíssima para as crianças sobretudo...
Fazer um agrado aos Órfãos é simplesmente dar um sentido verdadeiro ao espírito do Natal...
Sou mamãe Noel e vovó Noel... com muito gosto...
Ganhei um carrinho quando pequenininha e dei um igual ao neto do meio... ele vai ficar todo bobo quando entrar nele e sair dirigindo pelo quintal... como eu fiquei, levava meus irmãos... tirei foto com minha tia junto... foi uma festa do meu padrinho Noel... Ele era vermelho igual ao do netinho felizardo...
Comprava os dos meninos meus com eles mesmos e não os deixei crer no que não existe, pois minha ilusão foi quebrada abruptamente... sem mais nem menos... aos doze anos...
Eu os levava ao Shopping... tirávamos fotos, mas sabiam que era eu que comprava...
Brincar com o presente do Papai Noel é bem bacana... mas implica em mentira... e quando cai a ficha... sai de baixo, que decepção!
Papai Noel tem muitas caras... madrinhas... avós... pais... mães... tios... amigos...
O objeto do sonho tem grande valor aos pequenos e grandes... certamente... é carinho... quem não gosta de receber carinho?
Recordo-me dos álbuns de figurinhas preciosos que colecionava com tanto gosto... tinha um de bandeiras dos países que mais gostava...
A infância passou... o tempo passa... ela está no lugarzinho especial... nos recônditos da imaginação e saudade...
O inacreditável é que o velho Papai Noel continua sempre novo...
Os amigos secretos... os amigos xxx... até os amigos da onça... os que roubam os presentes dos outros... já participei de um assim... ninguém tirou o meu... ainda bem, havia gostado muito do porta CDs...
Sempre o bom velhinho faz de conta que não é de mentirinha... trazendo lembrancinhas simples ou sofisticadas, com gostinho de Natal...
Ainda bem que não enganam a gente a vida inteira... a gente simplesmente aceita ser "tapeado".. alimenta a nossa fantasia... quem não a tem?As "enganações" são sempre com a melhor das boas intenções, certamente... a desculpa de fazer o outro feliz... será isto tão ruim assim?
Creio que não... vale tudo... menos pisar no outro... para ser e fazer feliz...
Acho que estou ficando velhinha... adoro colocar na árvore os presentinhos dos netinhos... da mãe avó Noel...
E hoje me cai a ficha bem direitinho... sou eu o Papai Noel, sim senhor!
Viva a infância!
Viva a inocência!
Viva a alegria do Natal de uma forma toda especial!
Dos pequeninos e dos "grandes"...
Afinal todos temos a nossa criança interior na doce espera... na espreita... de que lha abramos a porta do nosso coração e a deixemos brilhar um pouquinho... ao menos... na noite de Natal...


 
Uma Iniciativa da Sissi:

3 comentários:

  1. Que lindo texto, Rosélia.
    Cada um de nós tem um pouco de Papai Noel.
    Ótima nova semana!

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  2. Querida Rosélia
    Me emocionei lendo o seu relato
    E como eu gostaria de ter pelo uma lembrança assim do natal da minha infância
    Presentes ou mimos nunca foram ofertados pela minha família
    A minha lembrança é quando nos reuníamos noite após noite em frente ao grande presépio montado pela minha para orarmos. Um quarto da casa era todo ocupado pela cidade do natal com a gruta num dos cantos. É uma pena que não tenha fotos.
    Só a imagem fotográfica que está na memória
    Acho que vale cultivar a imaginação. Deixe a criança sonhar.
    Uma postagem emocionante querida
    Um lindo domingo
    Beijos

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  3. Boa noite Rosélia,
    Adorei o relato do Natal da sua infância e bem gostoso que era!
    Tal como Gracita também não tenho fotos! Retenho na memória os natais passados em casa dos avós à lareira fazendo as filhós bem quentinhas e deliciosas.
    Com os meus filhos ainda mantive durante algum tempo a tradição do sapatinho na chaminé, mas bem rápido lhes contei a verdade!
    Agora só me falta mesmo ser Vovó Noel como a minha amiga;))!
    Natal com crianças é bem diferente!
    Que pelo menos o espírito não se perca.
    Beijinhos fraternos e uma boa semana.
    Ailime

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