domingo, 18 de novembro de 2018

Metade da Vida Como Tarefa Espiritual


Problema da metade da vida frequentes:

. Tenho ainda dificuldade de enfrentar a relativização da minha própria pessoa.
. Sinto imensa resistência em aceitar minha sombra.

Então, mais uma vez, vem o Auxílio Divino para minha integração da ânima e do ânimus. Aceito, com confiança, a morte e o Encontro definitivo com Deus. 
Sei que pode brotar em mim a insegurança a perda do equilíbrio, mas isso também me é útil... Traz contida a humildade que me capacita a escutar  a voz  interior, por mãos à obra e desenvolver a minha personalidade.
Examino meus "altos e baixos" com maior consciência: ódio x amor, falsidade x verdade, erros x convicções...
Experimento maior consciência social. Descubro minha inteligência.
Sou capaz de projetar e isso me causa fascinação, fortes emoções.
Não reprimo o humor, os afetos, as emoções, não me desculpo como se fosse fraqueza, como querem me incutir.
Pergunto ao meu afeto o que me quer dizer e acolho, com carinho.
Peço constantemente ao Senhor que não me deixe endurecer, não me permita ser fria, com atitudes estereotipadas, com perda de vivacidade, sem flexibilidade, enfim que eu viva plenamente a minha humanidade. 
Que todo cansaço, resignação, negligência, irresponsabilidade, tendência ao isolamento, seja trabalhado em mim, que eu me deixe ser modelada por Deus e pelos anjos terrenos que Ele me presenteia sempre, nos quais encontro refúgio!
Que eu não seja uma múmia espiritual, com desencontros psicológicos de minha própria natureza!

Enfim que a angústia afaste-se de mim!

Agradeço muito a Deus por fazer parte de Comunidades lindas, e confessar, determinadamente, a minha agraciada filiação à Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja do meu Batismo ainda na infância, mas que nesta idade  madura pude revisar, com diligência, e vislumbro um renascimento espiritual.

Aí vem os grandes desejos, as práticas de exercícios espirituais... mas começamos a experimentar que não é por esforço próprio que se alcança o fundo da nossa alma. Esvaziar-se! 

Despojar-se!

Desnudar-se!... dos desenganos... das futilidades das nossas faltas... do sofrimento... dos vazios... da aridez... dos fechamentos em nós mesmos...

Resumo em base ao livro que li de Anselm Grün que originou o título dessa postagem.


5 comentários:

  1. Deve ser um livro muito interessante.
    Abraço e bom domingo

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  2. Muito legal,Rosélia!Ótima leitura! bjs, chica e tudo de bom!

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  3. Boa tarde minha Amiga,
    Uma grande reflexão. Na verdade não é fácil encararmos o nosso eu com as nossas fragilidades e despojarmo-nos, esvaziarmo-nos.
    Só com o auxílio de exercícios espirituais, muita oração e fé em Deus será possível.
    Confesso que ainda me falta muito para atingir este fim. Necessito de orar muito mais e deixar que Deus me modele, para utilizar as suas divinas palavras.
    Beijinhos e um domingo repleto de paz.
    Ailime

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  4. Boa noite querida amiga Rosélia!
    Linda, e verdadeira reflexão!
    Enche-nos a alma ao ler, tudo o que Deus pode mudar em nós, amiga.
    Com muita fé, e muita perseverança, nós vamos descobrindo o muito
    que o Senhor nos oferece, em cada dia da nossa vida!
    Obrigada por tão rica partilha, é sempre muito bom ler os seus escritos!
    Meu beijo de carinho, muita paz e muita luz em seu coração.����������

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