quinta-feira, 28 de março de 2013

Eucaristia -Quinta Feira Santa





A palavra Eucaristia significa, literalmente, “Ação de Graças”. Uma vida eucarística há de ser vivida com agradecimento. A história dos amigos que iam a Emaús, que é também a nossa própria história,...
O agradecimento não é uma atitude óbvia ante a vida. O agradecimento necessita ser descoberto e vivido com grande finura interior.
Nossas perdas, nossas experiências de rejeição e abandono e nossos muitos momentos de desilusão não deixam de arrastar-nos à via da amargura e do ressentimento. Quando nos limitamos a deixar que sejam, os feitos os que falem, sempre haverá suficientes feitos para convencer-nos de que a vida, em definitivo, conduz ao nada e que toda pretensão de iludir esse destino não é mais do que um sinal de profunda ingenuidade.
Jesus, nos deu a Eucaristia para que pudéssemos optar pelo agradecimento. É esta uma opção que nós mesmos temos que tomar e que ninguém pode tomar opor nós. Mas a Eucaristia nos incita a clamar a Deus na demanda da misericórdia, a escutar as palavras de Jesus, a convidar-lhe a nossa casa, a entrar em comunhão com Ele. E a proclamar ao mundo a Boa Notícia.
Optar por ser agradecido. A Celebração eucarística não deixa de convidar-nos a ter essa atitude. Em nossas vidas diárias temos incontáveis oportunidades de mostrar-nos agradecidos, em lugar de ressentidos, ainda que em princípio, possamos não recorrer a tais oportunidades. Muitas vezes, antes de compreender algo em sua justa medida, já dizemos: É demasiado para mim!
Não tenho mais remédio que enfadar-me e manifestar meu nojo (enjoo). A vida não é justa, e eu não posso aturdir como se o fosse. Sem embargo, sempre está aí essa voz que, uma ou outra vez, sugere que estejamos cegos por nossa própria compreensão das coisas e que desse modo, nos arrastemos uns aos outros ao abismo. É a voz que nos chama “entorpecidos”, a voz que nos pode que olhemos nossa vida de um modo totalmente novo: não desde abaixo, donde só nos fixamos em nossas perdas, se não desde acima, donde Deus nos oferece sua glória.
No último termo, a  Eucaristia- ação de graças- vem de cima. É um presente que não podemos fabricar nós mesmos, senão que temos que recebê-lo. Um presente que se nos oferece livremente é que pode ser livremente recebido. Ah!  É donde está a eleição! Podemos eleger deixar ao desconhecido que prossiga sua viagem e siga sendo um estanho. Mas também podemos convidá-lo à nossa intimidade, deixar-lhe que toque c ada partícula do nosso ser e transforme nossos ressentimentos em agradecimento. Não temos porque fazê-lo. De fato, a maioria da gente não o faz. Mas sempre que o fazemos todas as coisas inclusive as triviais, se fazem novas. Nossas pequenas avidas se fazem grandes e ele formam parte do misterioso trabalho de salvação de Deus. Uma vez que tal coisa sucede nada será já acidental, casual ou fútil. Inclusive o mais insignificante acontecimento fala a linguagem da fé, da esperança e, sobretudo, do amor. Tal é a vida eucarística, a vida em qualquer coisa que fazemos é uma maneira de dizer: Graças aquele que se uniu a nós  no caminho.


P.S. Em Retiro Espiritual, na volta, responderei os comentários...

2 comentários:

  1. Lindas palavras que fazem refletir sempre sobre esse mistério...beijos,chica

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  2. Tempo de Páscoa

    Páscoa é tempo de meditar, de buscar,
    de agradecer, de plantar a paz.

    Tempo de oração!

    Tempo de abrir os braços, de abrir as mãos e de ser mais irmão.

    Tempo de recomeçar!

    Tempo de concessão, de compromisso, de salvação. Tempo de perdão.

    Tempo de libertar, de libertação, de passagem, de passar...

    Para onde? Para a luz, para o amor, para a vida que é eterna!

    É tempo de ressurreição!


    Feliz Páscoa!

    Leandro Ruiz

    The time: Me and the time

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