De agora em diante, eu gostaria de me defender assim:
É porque eu quero.
E que isso me bastasse.
(Clarice Lispector)
"Um personagem que não sabe que é especial”
O amor do meu coração não tem noção de ser tão, mas tão especial ao meu âmago.
Ele não é um conquistador barato, é o meu protetor amoroso, um romântico autêntico.
É um ser humano incrível, amoroso, delicado, um verdadeiro gentleman, inacreditável que ainda exista pessoa assim com o jeitinho dele em me conquistar devagarzinho e me respeitar tanto.
Ele me pergunta se pode me ligar como se não soubesse que tem livre acesso a mim e ao meu coração.
Sorri comigo de coisas simples e rimos, no carro passeando, como se fôssemos duas crianças sem medo das nossas coisas comuns que todos fazem e nós não sabíamos que um dia iríamos fazer: conversar, brincar, tomar café junto, passear...
Ao conhecê-lo, num concerto na região serrana, imaginei-o um homem impenetrável, de tão fechado que era aparentemente, só que não... de uma sensibilidade poética e de vida deslumbrante. Um verdadeiro cavalheiro, de uma fineza autêntica.
Logo ao declamar seu poema naquele dia, me supreeendeu o tema reflexivo e sabia que era uma pessoa muito especial.
Jamais poderia imaginar que hoje, pouco tempo depois, quase meio ano passado, fôssemos ser tão amigos, daqueles que não se tira do coração porque não se quer, tão somente.
Sinto que me dedica todo seu tempo livre com todo esforço que lhe é característico, é deveras calmo, acolhedor e prepara um café como ninguém, o mais gostoso, o melhor de todas as mais garbosas cafeterias ou bistrôs. Serve-me à mesa, cuida de mim com muito carinho, parece advinhar meus desejos e sonhos.
O interessante é que me tem acima da inteligência que eu mesmo reconheço em mim. Possibilitando que eu me esforce para crescer msis e mais em todos os níveis do meu viver. Apesar de ser um excelente e renomado escritor, vê valor em meus simples escritos.
Deverá saber do meu sentimento pelos nossos afetos mútuos com toda parcimômia do enamoramento inaugural... sim, sabe sim e me retribui à altura, mesmo com seu jeitinho tímido que adoro. Não poderia ser diferente para conquistar meu coração.
Ele tem noção sim, mas não cem por cento em termos de quantidade... é bem mais, muito maior do que imagina, vê e sente na pele... Foi tudo muito rápido, nossa conexão vem de outras vidas, certamente, Ele veio ao mundo para me encontrar e vice-versa, estamos concluindo o que iniciamos em algum tempo de nossas vidas passadas... Somos chamas gêmeas.
Tudo em nós é recíproco, nossos abraços cheios de calor humano, nossas conversas diárias, nossos modestos carinhos trocados, desde o beijo na testa ao abraço afetuoso cheio de vibrante afeto.
A marca que me deixa tomara ser a mesma que lhe deixe eu, ou seja, ele não se vai, fica no meu corpo todo, mesmo sem toques íntimos, porque toca minha alma em primeiro lugar.
Tudo impregnado de amor sublime que não se desprende de mim.
Familiares se encantam da sua presença entre nós e eu, feliz da vida, o apresento a todos com muito orgulho do presente de Deus para meu coração se alegrar.
Tão bom e lindo quando não se estava procurando o amor e ele nos encontra!
O simples toque de mãos é um.ferver.o corpo todo com leveza e intensidade. É proteção segura.
Ele se deixa conquistar devagarzinho e me conquistou mais do que imagina, certamente, também muito devagarzinho, ainda que depressa.
Paradoxo?
Não!
Coisas do Divino que em nós habita.
Transborda o amor com emoção linda.
Amamos nossas almas antes de tocarmos nossas peles...
Amamo-nos em silêncio e só nossos corações sabem o quanto, eles têm noção, mesmo que nem ele nem eu saibamos ainda o quanto.
"Às vezes, näo precisamos saber onde vai dar, apenas nos permitir sentir e viver enquanto acontece."
"Benditos os que chegam em nossas vidas com silêncio, para näo acordar as nossas dores,.para não despertar os nossos fantasmas, não ressuscitar os nossos medos
Benditos sejam os que se dirigem a nós com leveza, com sutileza, falando o idioma da paz para não assustar a nossa alma.
Benditos os que tocam nosso coração com carinho, que nos olham com respeito e nos aceitam inteiros com todos os erros e imperfeições.
Benditos sejam os que, podendo ser qualquer coisa em nossas vidas, escolhem ser doação.
Benditos sejam esses seres iluminados que nos chegam.como anjos, como .flor, como passarinho, que dão asas aos nossos sonhos e, tendo a liberdade de ir, escolhem ficar e são ninho."
Com 5 aninhos, já alfabetizada, ganhei meu primeiro livro do me padrinho de Batismo. Livro de Poesias Infnatis, em seguida, ei-lo: Alice.
INTRODUÇÃO:
A Alice fez no meu coração uma maravilha, Já com a poesia em envolvia A me perder em mil castelos.
Minha vida foi marcada pelos livros, Trouxeram-me uma excelente lição de vida!
Tornei-me uma mulher interiorizada em estado de ânimo, na essência...
Gostava de ficar metida em minha solidão povoada de livros, escritos meticulosos, apesar de espontaneamente elaborados, saídos do fundo da alma.
Ficava doente caso não pudesse ler, escrever como me convinha, pois as letras, palavras me geravam saúde.
Passeava muito, mas, volta e meia, estava encubando, gerando livros...
Meu mundo era povoado de histórias.
Subia, descia as escadas da minha casa e, lá do alto, lia muito, expressava-me animadamente...
Não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas sim o sentir e saborear as coisas.
(Inácio de Loyola)
Alice e eu
Percebi, com o tempo, o porquê eu ganhei o primeiro livro Alice no País das Maravilhas, eu sempre vivi no Fundo do meu Espelho, diferente da minha família de origem.
Sofro de "macrosomatognosia" no meu emocional, não no meu corpo. Tenho a 'sindrome' de fazer grande as pessoas pequenas, situações menores. Ela não me afeta mãos e boca, e sim todo o meu coração desproporcional que ama demasiado grande para corações ínfimos.
Durante minha vida, eu bebi poção mágicas de introspecção, diminui-me para caber num mundo pequeno demais para o tamanho dos meus sonhos.
Fui entediada e presa dentro de casa, não na neve, mas no interior de uma família onde um amava e outro se aproveitava.
Recebi da vida, uma poção que me dizia: Beba-me!... e eu não bebi... só esqueci de viver.
Em certas circustâncias, eu cresci na tristeza, parece que um bolo mágico a mim oferecido me fez crescer na nostalgia.
Fui adentrando dentro do meu próprio espelho.
Criei meu universo fantástico, visitei outras salas, onde moram até hoje, animaizinhos de estimação, flores, também tive que superar vários obstáculos para me tornar rainha de mim mesma, pois qualquer caminho me servia, não sabendo, exatamente, onde ir. Continuo acreditando em milagres como disse Alice: "Acredito em seis coisas impossíveis antes do café da manhã" *hora em que escrevo o post.
Hoje em dia, sigo o conselho do meu Chapeleiro Maluco que me diz, insistentemente:
"O segredo, querida Alice, é rodear-se de pessoas que te façam sorrir o coração."
Eu as tenho, elas me fazem sorrir o coração de forma feliz. As boas companhias me fizeram encontrar a felicidade.
Tive também que ser subversiva em minha família, em oposição à crítica rígida.
Da criança disforme, resultou uma pessoa inteira, através do autoconhecimento.
O mundo tem muito a se estranhar... não sou defeito de fábrica dos seres tal Alice, tive que aprender a me adaptar num mundo cheio de falsidade, hipocrisias, não me deixar levar por medos infundados, deixei de lado as expectativas alheias.
Na realidade, o absurdo não estava na minha Alice interior...
Continuo desenvolvendo minha imaginação, pois "A única forma de alcançar o impossível é acreditar que é possível", sobretudo ser feliz.
Tive sempre que me dar com situações inesperadas, aprendi a me adaptar, mudei sempre meu tamanho, agora caibo em mim.
Minha autoestima está no lugar certo. Evoluí.
Minha vida parecia não ter sentido, até que integrei a minha Alice em mim. As amarguras se desfizeram em prol da minha sanidade.
Questionei muito tudo, não obtendo respostas nem dos meus maiores nem da vida, Deus me respondeu a tudo, absolutamente a tudo, em meio a um mundo tão confuso.