sexta-feira, 24 de julho de 2015

Em Espírito, em Verdade




"O repouso do amor está no coração do mistério
Que designa e que vela tua divindade
Procuro-Te, ansiosa além dos símbolos
Deixa de lado as parábolas
Vem em espírito, vem em verdade.

A Ti somente pertence minha fé, nem desejo desolado
Que as taças das imagens não podem aplacar
Vem Tu mesmo pelos teus caminhos escondidos
Imprime em meu espírito tua face flamejante.

Se  o mundo criado por tua sabedoria
É o espelho da tua beleza
Altera-lhe os traços e fala para
Nós morremos da fome de tua realidade.

Se Tu mesmo aos profetas outrora falaste
Sua língua balbucia e qual era a tua voz?
Se  o Verbo Encarnado anuncia teus mistérios
A palavra é humana e noturna a fé.

Desta obscuridade berço da esperança
À treva ardente onde Tu vives incógnita
Há um carinho a percorrer.
Pela santa ignorância, a fé pura, o amor ingênuo.

Mas nada pode dar aquele que Te procura
Abandono ou segurança
Se Tu mesmo não vens socorrer sua aflição
Vem em espírito, vem em verdade.

Vem matar a sede de tua justiça pura
E de Ti mesmo, meu Deus! Ó minha fonte, ó meu fim!
Se a desarmonia das medidas humanas
E esta sombra atravessada no caminho.

Ah! Enquanto eu viver, praticarei a injustiça
E meu pensamento absorverá o erro
Adeus à incerteza e à virtude factícia
Põe tua mão sobre meus olhos e queima-me o coração."

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