domingo, 5 de maio de 2013

Uma Mulher Lutadora




Era uma vez uma mulher que vivia numa bagunça tremenda como num caos interior...
A correria fazia parte da sua vida cotidiana pois lutava muito para vencer e conseguir educar os seus filhos...
Muitas vezes, sentia agonia interna e viva num misto de alegria e tristeza constante...
O cotidiano da sua vida era de muita labuta... pegava o seu carro e conduzia seus filhos para todo lugar e se dirigia ao seu afazer diário e cansativo, mas que ela gostava muito pois tinha vocação para o que fazia...
Gostava de ouvir música no carro ou em casa na faxina... nos fins de semana, principalmente...
Sentia-se presa e solitária e, ao mesmo tempo, com uma grande vontade de adquirir a sua liberdade interna pois há muito já experimentara uma prisão mesmo estando, aparentemente, livre para voar...
Será?
Seus sonhos foram adormecidos... permeavam inquietações de toda sorte... dúvidas... emoções lhe pediam passagem e ela as reprimia... 
Dormir nem podia direito pois toda confusão interna e cansaço lhe impediam...Trabalhar era o seu lema e necessidade durante anos a fio...
Resolver tudo sozinha... e sorrir apesar de tudo se determinara...
Nunca podia decidir algumas questões particulares pois colocava seus filhos à frente de toda e qualquer necessidade...
As lembranças afloraram à sua pele e o seu coração...
Contas a pagar... impaciência por todo lado...
Tinha amor pelos animais e lhe dedicava carinho como lazer... como se fosse uma doce ilusão de ter um ente dócil à sua disposição que lhe desse todo o mimo possível vindo da parte de um animal irracional (quem de nós não sentiu algo semelhante?).
O cansaço a dominava cotidianamente mas novas energias provenientes do grande amor do seu nobre coração a adocicavam...
Tinha o costume de andar muito... quando podia e as caminhadas a renovavam...
Da casa para o trabalho e do trabalho para o calçadão... revigorando seus pensamentos divagantes... dançando ao sol com amigos imaginários que nunca podia visitar... ela usava da imaginação para sobreviver a qualquer intempérie...
O dinheiro era sempre curto... Mas ela sabia que bens materiais não a levariam para o céu...
Recebia e dava muitos abraços e sempre a correr pelo doce prazer de cativar e arranjar surpresas para seus familiares e amigos queridos... 
Dava boas gargalhadas e guardava bem os segredos que o seu coração escutava de todos pois era de confiança e havia recebido o Dom de Deus de ouvir... escutar...
Sua vida era cheia de emoção e mistério, sobretudo...










3 comentários:

  1. Maravilhosa tua participação e esse projeto é legal! beijos,chica

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  2. Olá Roselia, todas nós temos um pouquinho desta mulher.
    Não é que gostei desta parte, mas foi a que mais me chamou a atenção foram seus "sonhos adormecidos".
    Adorei seu texto, parabéns.
    Bjs e Boa Noite

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  3. Olá Rosélia,uma feliz semana colorida!
    Com carnho,
    Pedro

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