quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Poesia ( XV )



O DINHEIRO
( Origem chinesa)

Pode comprar uma casa
Mas não um LAR
Pode comprar uma cama
Mas não o SONO
Pode comprar um relógio
Mas não o TEMPO
pode comprar um livro
Mas não o CONHECIMENTO
Pode comprar um título
Mas não o RESPEITO
Pode comprar um médico
Mas não a SAÚDE
Pode comprar um sangue
mas não a VIDA
Pode comprar o sexo
mas não o AMOR

Mês de Dezembro... consumismo à vista!
Atenção à enchente das compras... sinal de alerta!
Se não tivermos cuidado... vamos na maré... arrastados pela força das atrações mil... nos Shoppings de uma maneira particular...
Andando pelo RJ... quantos bairros cheios... Papai Noel ocupa o centro das atenções... e com que brilho expõem-no...
Depois virá o vazio, certamente... por muitos motivos que podemos resumir num só... comprar sem medir e não satisfazer... porque os verdadeiros valores são deixados de lado neste mês... o cuidado e esmero é para as embalagens tão somente... muitas vezes... é de praxe... é "retribuição"...
Penso que mimos... carinho... atenção... cordialidade... não se exercita somente no Natal...
O ano todo podemos espelhar tais virtudes... a quem amamos ou a quem precisa...
Mas por que será que só o fazemos por ocasião do mês mais "badalado" do ano?
Estive ontem e hoje pela segunda Rodoviária do Brasil... reformada e transitada por muitos neste fim de ano... é ponte para tantos lados...
O translado de ônibus é aumentado... pela necessidade dos passageiros em excesso...
Hoje um fato novo me sucedeu, em pleno RJ, no centro uma senhora me disse após uma breve fala: -"Vai com Deus"!
Falar de Deus na "cidade grande"... em meio ao alvoroço... ao calor insuportável... à pressa para as compras?
Que diferencial!
Será um sinal para alerta geral?
Creio que sim!
Deus não está fora de moda... nem se pode comprar com dinheiro...
Mas está mais acessível do que a Internet hoje em dia... podemos ver, é só atentar...
Ontem o ambiente por onde passei contribuiu para o saudosismo típico desta época...
Passei novamente, depois de não sei quantos anos, no lugar onde nasci... vi as lojas que meu pai construiu... onde morei por mais de vinte anos... onde uma tia muito querida morou enquanto viveu... Parecia um filme... Fiquei estarrecida, nem sabia que iria passar por tal local, foi uma surpresa inesperada, o trânsito está todo mudado e levou-me a "viajar" (em muitos sentidos) por lá...
É a vida... vai correndo... como o tempo atual...
Adoto um "sistema"... que todo mundo aprova, certamente, tentar minimizar o hedonismo... ainda que a tentação seja grande, Deus certamente ajuda a quem lhe pede a graça... afinal não podemos confiar em nós próprios tão somente, a autossuficiência não nos levará a lugar algum diferente dos mais visitados pelo mundo afora nesta época...
Demonstrar afeto olhando nos olhos das pessoas... eis a questão!
É, com certeza, o melhor presente de Natal que está por vir...
Pessoas são presentes...
Estarmos atentos para sermos gentis ao próximo mais próximo... quando ele necessitar... dia após dia, Vigiar e Orar...


Um comentário:

  1. Puxa, Rosélia, fiquei imaginando nossa antiga casa, aquele lugar que vivemos tantos anos, com tanta história! Mas é coisa do passado.
    Nossos Natais não têm esse apelo comercial, não saímos às compras desenfreadamente, nem gostamos desse sufoco. Gostamos da união familiar, apenas.
    Bjs.

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