quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A Doença Como Linguagem da Alma ( III)



Estou passando uns dias num local muito simples... bem campestre... vivo na pele a música que acho linda: DEUS E EU NO SERTÃO! Nunca vi mesmo ninguém ser mais feliz do que eu no sertão...
Inclusive, viajando num ônibus local, bem simples... uma senhora puxou assunto comigo e me disse que estudar era a melhor coisa... ela está aprendendo a ler...
Muito sofrida pela aparência, me puxava o braço, coisas de pessoas do interior, que não têm medo do toque... como muitos de nós, com nossas suspeitas quanto aos demais... sempre os temos como nossos inimigos... que pena!
Ela me falou do AMOR com experiência de causa... sem mais nem menos... parece que adivinhando o meu pensar... em meio a revoada de pássaros... as boiadas se aquecendo... numa estrada linda... apreciar o belo é encantador... Nem tudo é caos... a SIMPLICIDADE torna tudo uma beleza deslumbrante e cura corpo e alma...
Quem tem olhos para ver que veja!
Deus favorece a minha contemplação... não me faltam elementos para entrar na cena de cabeça... e coração...
Muito obrigado, Senhor!

Continuo com a postagem sobre o livro: A DOENÇA COMO LINGUAGEM DA ALMA de Rüdiger Dahlke... dele retiro explicação para muitos sintomas que experenciei e ainda me afetam, às vezes...
Hoje, consigo perceber as "grades" que me rodeiam pelo que já experenciei...
O excesso de estresse me falava da exigência interna que eu tinha em resolver sozinha muitas coisas...
Deus, com sua Bondade infinita, levou-me ao Silêncio...
Tive até problemas de equilíbrio (labirintite) em momentos críticos... diante de ruídos de fundo interno altamente perturbadores...
Cheguei a ponto de não querer mais ouvir... não mais obedecer... não mais escutar... Rebelde com causa, posso dizer que fui...
Não pude pisar em terreno firme precisando de estabilidade como preciso... o chão oscilou sob meus pés...
Gostaria de ter saído de algumas situações o mais rapidamente possível, como não conseguia... me vinha ânsia de enjoo, é claro...Vivi situações indigestas...
Agir rápido demais... colocar-me num novo dia... numa nova situação... com impulso e energia... me dava muita vertigem também...
Meu solo se tornou inseguro e eu gosto de ficar segura onde estou... Meu chão me foi tirado dos pés, abruptamente...
Esforço-me, constantemente, para perseverar... minhas oscilações internas me estremecem e me paralisam...
Trabalhar, ter horários rígidos, sem tempo para perder... deixaram meus olhos inquietos...
A DANÇA DA VIDA NÃO ME FOI PRAZEROSA!
Tive que me desfazer rapidamente de pessoas queridas e coisas que eu queria bem... Isso me foi cruel demais!
Ainda bem que, depois de trinta anos, pude rever (fui achada) amigos queridos e que eu aprendi a procurar usando a net como minha auxiliar também...
Ouvir sempre o que a minha voz interna quer me dizer! Preciso desfazer-me, rapidamente, de muitas coisas... de muitos apoios... SER INDIFERENTE NO SENTIDO INACIANO me é aconselhável... e salutar...

É urgente que eu me incorpore na Dança da Vida novamente... lembro-me, com carinho e alegria de coração, do final do Curso Eneagrama, onde numa dinâmica bonita, dançamos em conjunto num ritmo muito lindo, para integração do nosso ser... Depois, ouvi um comentário que me dizia assim: QUEM É REI NUNCA PERDE A MAJESTADE! Muito legal!

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