sábado, 5 de setembro de 2009

A Amizade e suas Dimensões (g)




Hoje o Senhor Deus convidou-me a orar com os sentidos... foi lindo demais!
Após caminhada à beira da praia, que costumo fazer sempre que venho aqui, tive tempo de sobra para refletir com calma... enquanto percorria a vasta extensão litorânea... e, ao entrar em casa, o odor de jasmim impregnou meu coração pouco a pouco, que brinde! E nem jasmim tinha por perto...
A Presença de Deus é surpreendente sempre... é incrível!
Saboreei aquele perfume numa contemplação gratuita... fiquei perfumada no corpo e calma... valeu para entrar no dia novo que estou vivendo com grande harmonia interior... cheia de esperança de dias melhores... sabendo que o meu Jardineiro Mestre perfuma o meu viver constantemente, inclusive me levou ao RJ para estar uns poucos dias entre amigos que amo para ganhar muitas forças para viver o que estou passando por aqui... nestes últimos dias. Deus é de extrema Bondade e Sabedoria. Muito obrigada, Senhor!

A FRATERNIDADE É A CONDIÇÃO DA AMIZADE HUMANA.

Reconheço que de solitária passei a ser solidária, uma vez que recebi de Deus a graça de ter maior liberdade interior e exterior...
Os amigos muito me ajudaram nesta ascese... na Espiritualidade.
Convém que eu recorde também que tenho a extrema necessidade de viver em profundidade a amizade...
Inclusive quero fazer um destaque especial: que, antes, não via a possibilidade da amizade sadia entre sexos opostos... a presença e a expressão do feminino na amizade é de vital importância... ou viceversa...
A amizade é perigosa... a medida que ela possibilita a superação de preconceitos entre confissões religiosas, étnicas, culturais, nacionalismos, ideologias, opções políticas...
Sempre encontramos gente tentando aproximação com intelectuais, incrédulos, irmãos não cristãos... E, se isso acontece, é porque existe semente de perdão, compreensão, alteridade e reconciliação...
Vale a pena repetir que vejo a amizade como ecumênica... Sabemos que na Palavra de Deus há pranto pelo amigo falecido... Davi chorou a morte de Jônatas... Cristo chorou amargamente a morte de Lázaro... S.Bernardo chora a morte de Gerardo... S.Elredo chora a morte de Simão... e de João...
Interessante frisar que tenho vivido isso na pele... Inclusive, recebi um e-mail de um sacerdote de Governador Valadares, MG, responsável pelo IMILE (INSTITUTO DE MISSIONÁRIOS LEIGOS) o Pe. ASSIS, que me confortou muito: (por ocasião da morte de meu pai)

"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação! Ele nos consola em todas as nossas tribulações, para que possamos consolar os que estão em qualquer tribulação, através da consolação que nós mesmos recebemos de Deus (Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 1,3-4).
Nascemos na terra e nela vivemos. "A nossa cidadania, porém, está lá no céu, de onde esperamos ansiosamente o Senhor Jesus Cristo como Salvador. Ele vai transformar nosso corpo miserável, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, graças ao poder que ele possui de submeter a si todas as coisas" Carta de São Paulo aos Filipenses 3,20-21).
Estamos aqui, mas não pertencemos a este lugar. Todo o tempo que passamos neste mundo é um tempo de peregrinação. "Pois nós não temos aqui a nossa pátria definitiva, mas buscamos a pátria futura" (Carta aos Hebreus 13,14).


A morte separa os amigos temporariamente... aqueles que se amaram... que foram uma só alma e um só coração... como meu pai foi para mim, por exemplo.

Com nossas histórias, amizades, famílias, fraternidade, os amigos vivemos para sempre no coração daquele que nos amou primeiro: DEUS, o Pai das Amizades...
Afinal, por hoje, digo que os amigos são temperança que nos põem na mente e no coração o equilíbrio necessário para vivermos com os afetos bem ordenados...
Graças a Deus por isso!

Partilho essa lindíssima oração que creio fechar com chave de ouro, por ora, esse tema abordado durante essas últimas postagens...

"SENHOR,
procurei a intimidade do meu amigo,
e achei Tua intimidade:
procurei o que fazia a eterna juventude do amor do meu amigo,
e eu Te achei;
procurei o profundo sentido do olhar do meu amigo,
e descobri Teu rosto.
procurei a prufundeza da intimidade do meu amigo,
e achei Tua profundíssima intimidade.
Desde que Te achei no meu amigo,
é em Ti que, de hoje em diante, o procuro.
procuro penetrar na sua intimidade
penetrando na Tua intimidade.
captar o seu olhar
deixando repousar meus olhos sobre o Teu rosto,
encontrar seu amor
de tal forma que fique eternamente jovem,
penetrando na eterna juventude do Teu amor,
terra inexplorada para a qual se elevam todos os meus desejos:
VIDA DO PAI, DE SEU FILHO E DO ESPÍRITO DE AMOR"

(Egide Van Broeckhoven)


Um comentário:

  1. oi, pelo amor de deus, é possível encontrar esse livro aqui no Brasil, esse do elredo, sobre a amizade, a amizade espiritual?

    meu contato mateusamuel@yahoo.com.br

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