domingo, 23 de agosto de 2009

Inácio de Loyola ( III )


Publicado em 11 de março de 2009


UM LEIGO DE ORAÇÃO

Ele começa a se interessar por estudar para aumentar a sua bagagem intelectual.
Pedia a Deus para não ser fraco nas resoluções que tomava, não ser covarde perante às dificuldades, não ser frouxo em dar provas de amor.
Deseja instruir-se para melhor SERVIR. Aplica-se ao estudo de alma e coração.
É um homem de grandes rasgos, mas também com sábia discrição.
Tinha em seu coração um anelo: COMPARTILHAR COM OUTROS O QUE VIVIA PARA QUE SE AJUDASSEM MUTUAMENTE.
Percebe que Deus não tem pressa e sabe a hora marcada para os GRANDES MOMENTOS...
Ele tem o carisma do entretenimento espiritual e do discernimento, com facilidade traduz em palavras tudo o que experimenta na oração.
Tinha personalidade forte e generosa, foi um homem de oração, encontrava no AMOR DE DEUS força para combater e luz para o caminho.

Nos convencemos de que sem a oração séria e assídua nada somos e nada podemos?
Mas a oração que parte do coração mais do que dos lábios?

Era apaixonado por Deus, parecia ser homem duro na disciplina, mas era sensível, afetuoso, admirador das belezas da Criação. Falava com as flores e com as estrelas... Contemplava o Céu: Tinha em seu ser tanta doçura!
Praticou o Dom do Aconselhamento.
É muito difícil captar todas as nuances e sutilezas da mentalidade de Inácio.
Homem maleável, adaptável a todas situações.
Não tinha limite para o Amor que não fosse o Discernimento.
É o homem do MAIS e do MAIOR.
Tinha o Amor como propulsor de toda a sua vida e era o Amor que estava nas grandes decisões que ele tinha que tomar.
Não amava sem discernimento e não escolhia sem Amor (por interesse próprio).

Valorizava as grandes Amizades.

Era contagiante a sua maneira de ser.
A verdadeira alegria para ele não era a do próprio triunfo ou da própria satisfação, mas ele se dedicava a algo ou a alguém.
Era deveras muito terno.
Parecia passar por cima da prudência humana para ajudar alguém... mas tratava tudo com Deus primeiro e todos ficavam estupefatos em ver como ele empreendia tudo com êxito.
Quando não podia estar presente, lado a lado, se comunicava por numerosa correspondência aos amigos, revelando encorajamento e zelo.
Daí fez-se efetivo o que nos ensinou: O AMOR DEVE SE POR MAIS EM OBRAS DO QUE EM PALAVRAS...
O AMOR CONSISTE NA COMUNICAÇÃO MÚTUA, ISTO É, QUE AQUELE QUE AMA DÊ OU COMUNIQUE AO AMADO AQUILO QUE TEM OU PODE E IGUALMENTE POR SUA VEZ, O AMADO AO QUE AMA.
O amor para ele tem por fim a ajuda mútua para o crescimento do outro, prestava uma humilde e zelosa contribuição nesse sentido.
Foi de uma doação sem medida.
Mesmo com uma natureza inicial decaída, carregada de tendências nem sempre favoráveis, teve fino conhecimento do ser humano e não mediu amor...
É homem de decisão, não hesitava.
Era pessoa boa e fiel.
Meditar a vida de Inácio não só para o imitar nem admirar...
Cada um precisa ser santo a sua maneira, ou seja, como Deus pede...
Quando a gente ama, não ofende o amado.
Inácio aprendeu a agir contra às tendências, mas as enfrentou com discernimento.
Morreu "de pé", mesmo estando num leito, respondia às correspondências que recebia, pois: A ação exterior pode ser limitada pelas circunstâncias, mas não a do coração enquanto bate.

Esse resumo foi extraído, por mim, do livro INACIO DE LOYOLA, UM LEIGO DE ORAÇÃO (Harold J. Rahn, Sj) e fui registrando o que me fez mais me identificar com ele e que me chamou muita atenção no proceder dele.


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