domingo, 23 de agosto de 2009

Inácio de Loyola ( II )


Publicado em 10 de março de 2009

INÁCIO DE LOYOLA, UM LEIGO DE ORAÇÃO

Inácio era seguro de si, disposto a tudo, buscava a Deus de coração aberto, sentia Deus o conduzindo, sentindo um cego diante de Deus, reconhecia que era objeto do seu Amor, da sua complacência. Se sentia também como principiante no Caminho Espiritual. Tinha temperamento fogoso, mas aprendeu, com o tempo, que, a "maior conquista começa no interior de nós mesmos para prática das virtudes e o vencimento do próprio eu".
Um dos traços mais salientes do seu caráter era a generosidade.
Aprendeu que as grandes obras exteriores partem do coração inicialmente. Primeiro a interiorização de tudo e depois a reforma de sua alma.
Se convenceu que sem a oração, a vida em Deus fica desprovida da graça que atrai e redime.
Não se santificou sem luta tremenda, passou pela prova de fogo, experimentou o desespero, o desânimo, a autodestruição, a angústia, o tormento...
Experimentou também muita coisa em sua própria "carne"...
Reconheceu como é astuto e traiçoeiro o mal e a "cauda da serpente" visível no mal já feito. Foi assaltado pelo mal de modo cruel, as tentações o atormentavam, o fervor esmorecia, inquietava-se, depressões o assaltavam, perturbações vinham em sua mente.
Deus era seu escudo conta o mal.
Quando passamos pelo sofrimento ficamos cegos e caímos no abatimento.
Ele atravessou como nós, o terrível túnel da solidão. Sabia que sem Deus nada podia... Ficava à beira do abismo...
Algo se arraigou em seu coração: continua um coração apaixonado.
Como a perseverança e a serenidade voltou ao seu espírito, a Desolação floresceu em Consolação. A primavera da Graça sucedeu o temível Inverno.
Experimentou também NOITE e ALVORADA...
Era sempre muito aberto e grato aos bens que de Deus recebia.
Sentiu no coração como algo sentido e saboreado a grande Manifestação de Deus, não só dizia isso, mas estava este Mistério penetrado em sua alma devota.
Não se continha nas lágrimas.
Nisso eu me pareço muito com ele...
A sua conversão inicial se deu num Mosteiro Beneditino...
Eu também vivi essa experiência monástica em 1991, foi algo bem similar ao de Inácio no tocante à conversão inicial... Na época era Abadessa do Mosteiro da Virgem de Petrópolis, RJ, a Madre Eugênia, OSB...
Comparou a Trindade Santa como um acorde perfeito de três teclas de um órgão...
Já gozava em vista do futuro banquete celestial, não como num vidro de uma janela, mas como se estivesse frente a frente mesmo...
Se esforçava para se interiorizar cada vez mais.
Experimentou o que é o AMOR: não é estático, de si mesmo é ativo e comunicativo.
Vive um novo estilo com vida em ascensão sempre progressiva.
Respeitava a tudo e a todos.
Teve iluminação, clarividência, seus olhos começaram a saber das coisas de Deus o que lhe causou uma ressonância espiritual indelével.
Reconheceu o sentido de sua vida e experimentou, muito fortemente, uma nova mentalidade.
Resolveu pagar Amor com amor.
Sintetizava suas experiências de modo a ajudar os demais no futuro.
Se apartava de tudo que era obstáculo para seu serviço a Deus: TUDO PARA A MAIOR GLÓRIA DE DEUS era um dos seus lemas de vida.
Essa consigna ficou como pano de fundo para a Espiritualidade Inaciana.
No silêncio da meditação, aprofundou o que vivia no dia a dia.
Teve suas atitudes modificadas, mais equilíbrio e bom senso no seu comportamento, com o objetivo de não tornar ridícula a religião.
Começou a ser mais sociável, conversava com as pessoas, começa a se tratar melhor e de sua saúde também.
Procurava ajuda de pessoa esclarecida para ter maior discernimento.
Na Espiritualidade inaciana, nada se impõe, tudo deve partir de dentro para ser uma Espiritualidade autêntica.
Ele desejava ajudar os outros e ser ajudado também.

Continuo a afirmar que me identifico em muitos pontos com Inácio e peço a Deus que Ele me converta, ao menos, numa condição similar.
Para isso, rezemos uns pelos outros, pois DEUS É FIEL!

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